Muito se debate nas redes sociais sobre a originalidade. O que é afinal ser-se autêntico? É ser o primeiro? Todas estas questões inquietam e provocam fome.
E é por isso que fomos até à Regaleira. Este restaurante gaba-se de ser a casa daquela que foi a primeira francesinha da história, da autoria de Daniel Silva nos idos anos 50. Será que saímos de lá regalados?

Todo o restaurante é um regresso ao passado. O letreiro em néon à entrada condiz com a mobília da sala, com a farda dos empregados e com os bigodes. Este estilo clássico faz todo o sentido num espaço em que se pretende conhecer a origem desta iguaria que nos move. Havia clientes a comer outras coisas com bom aspeto.
Com bastante calma e simpatia o empregado responsável pela nossa mesa toma nota dos nossos pedidos : cerveja, à caneca ou em copo de fino. Nada de negativo a apontar.

Em relação às francesinhas havia a opção tradicional, em pão bijou e com carne assada, a “intermédia” com carne assada em pão de forma e a “moderna” com bife e pão de forma (estes nomes foram inventados por nós). Dividiram-se as opiniões entre pão bijou e pão de forma mas no final toda a gente optou pela versão com carne assada, com batata frita e ovo.
Quando as batatas fritas chegam à mesa é impossível não as comparar com as Ruffles.

Muito crocantes e ainda a escorrer algum óleo e são servidas sem sal. Cada um que as tempere como mais desejar. Aparentam ser fritas no mesmo óleo que é usado para fritar as pataniscas e por isso transporta alguns sabores estranhos à batata, o que provocou opiniões muito distintas.
As francesinhas são depositadas na mesa, uma a uma. Os olhos gostam e o nariz aprova. Vemos aqui a versão em pão de forma (€9,60).

E aqui vemos a versão em pão bijou (€8,60).

O molho provoca reações diferentes nos elementos que se reuniram à mesa. Mais escuro que o que estamos habituados a ver, picante q.b., sem vestígios de tomate e um travo a caril.
As primeiras garfadas são sempre muito importantes e neste caso revelaram-se satisfatórias. Pão torrado, que absorveu algum aroma da carne, ajuda a que a francesinha não se desmanche quando em contacto com a faca. A carne assada resulta e todos os ingredientes são de qualidade.

A brincadeira de regressar ao passado vem com um custo associado. É coisa para custar em média 15€, com entradas e café.
Vamos aos números:

Está aberto ao domingo mas fechado ao sábado e aceitam reservas por telefone.