Café Santiago – Porto

Meus doces, é tão bom contar novamente convosco aí desse lado!

Falar de francesinhas sem falar do Café Santiago é muito complicado. Mas não é impossível. No entanto essa tarefa fica para outro dia. Melhor do que falar de francesinhas é comer francesinhas e disso é que nós percebemos mesmo. Muito.

Não é anormal haver filas e filas de peregrinos à porta deste café familiar que podia muito bem ser conhecido como a “Catedral” das francesinhas. Fica a dica para que cheguem cedo, visto que não há possibilidade de fazer reservas. O néon amarelo à porta não deixa enganar: a escassos metros do Coliseu do Porto, outra casa de espetáculos da cidade.

No dia por nós escolhido para visitar este histórico local jogava-se México Nova Zelândia para a taça das confederações depois da vitória de Portugal sobre a seleção russa. Francesinhas e futebol dão-se sempre muito bem. Poderá até dizer-se que somos um país dos 3 F:

Finos, Futebol e Francesinhas. 

Pedem-se e bebem-se os finos e analisa-se exaustivamente a ementa.

Como já não havia «tagine de vegetais com couscous de laranja» resignámo-nos com a nossa pouca sorte e pedimos o outro prato do dia — Francesinha Santiago (€9,50).

A poucos dias da noite mais longa do ano na cidade Invicta (São João) a conversa fluiu naturalmente para as marteladas tão típicas desta celebração junina. Não foi possível deixar de reparar na qualidade dos talheres. Ideais para virar o bico ao prego (ou à francesinha, neste caso).

O tempo é uma medida volátil e por isso hoje fica de fora da nossa análise. Digamos apenas que passaram x minutos desde o pedido até à prova da primeira batata mergulhada no molho. Estamos perante um molho clássico — se é que lhe podemos chamar assim – e picante qb. Não há notas de rosmaninho nem travos de anis : cheira àquilo que achamos que o molho de francesinha deve cheirar. As batatas caseiras sofrem as primeiras baixas ainda antes de atacar o sólido geométrico com capa de queijo e recheio de carnes. São boas mas não são capazes de deslumbrar todos os jurados.

O palito é um pormenor bem pensado e confere um apoio à estabilidade da francesinha. Quis o bom senso evitar que fosse colocado diretamente sobre a gema do ovo, um dos pecados capitais do francesismo.

Identificamos salsicha fresca, mortadela com pimenta e um bom bife. Está tudo no ponto.

A lista completa de ingredientes pode ser consultada no próprio site do restaurante. Só falta o ingrediente secreto do molho. Em suma, são boas francesinhas. Mas não se vão já embora!

Contemplem os alicerces deste monumento alimentício elaborado com mestria e que tantos suspiros provoca.

Se vierem cá com alguém que não queira comer francesinha, o restaurante (então mas não era café?) tem à disposição outros pratos de cozinha típica portuguesa.

A quem puder interessar, este estabelecimento possui Certificado de excelência do tripadvisor e foi galardoado com diversos prémios da revista Time Out Porto.

Façam o favor de nos acompanharem até aos números:

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