Yuko Tavern – Porto

Olá pipoquinhas frescas, tudo bom?

De forma a continuar a nossa importante missão de catalogar as francesinhas que nos chegam ao bucho, escolhemos um sítio com um nome caricato. Deslocámo-nos ao famosíssimo Yuko Tavern que se situa na gigantesca Rua Costa Cabral, a mais extensa da cidade do Porto. Se o nome deste restaurante vos fizer lembrar a senhora dona Yoko Ono, olhem que não estão assim tão longe da verdade. A casa deve o seu nome a uma japonesa que esteve responsável pela conceção das francesinhas desta casa, de seu nome Yuko, e que entretanto mudou de ares (e prometemos uma análise ao local onde agora se encontra a nipónica que faz francesinhas).

Confortavelmente sentados nas boas cadeiras (daquelas que os adultos devem ter na sala de jantar) e envolvidos pelas paredes de pedra com alfaias agrícolas espalhadas aqui e ali, observávamos os empregados de aparência cuidada atenderem e servirem os clientes.

Devido aos atrasos de alguns elementos do grupo, deu para experimentarmos as moelas enquanto aguardávamos pelos elementos em falta:

O molho espesso e picante sem exagero envolvia umas moelas tenras e saborosas. Só foi pena alguns dos pratinhos estarem sujos.

A acompanhar tivemos pão e cerveja (que não é mais do que pão líquido):

Esta medida de cerveja (0,4l) tem o nome de artolas e aloja Super Bock em bom estado (€2,30).

Estando finalmente todos à mesa (e cheios de fome) pedimos francesinhas para todos. Surpreendente, não é?

Ainda antes de chegarem as francesinhas e sem ser necessário pedir, chega também um potinho de molho em bonita louça pintada à mão:

As batatas caseiras, meio moles, têm em nós o efeito que o alho tem nos vampiros. Esperávamos melhor para uma casa com esta fama. É o tipo de batatas que se espera encontrar quando o cozinheiro de serviço é um caloiro que está pela primeira vez a viver fora de casa e não num restaurante em que meia dose de batatas custa €2,20.

Sacrificando uma ou duas batatas procedemos ao tradicional mergulho no molho espesso. É um molho clássico e sem fortes indícios acerca dos seus ingredientes.

A música sedosa e em volume moderado convidava a conversas civilizadas sobre as eleições. É o que acontece quando não há televisão para ver a bola.

Quando chega a francesinha (€9,70), é esta a vista aérea:

Olhem só a categoria dos talheres. Um luxo.

Aquilo que se consegue provar em primeiro lugar é o queijo. Suave e em abundância, atua como um lençol que tapa a famosa iguaria. Boas carnes e enchidos, e pão. Muito pão. E merecíamos um bife melhor. Mais alto, mais tenro e menos duro.

Aquele interior gostoso em que se nota que o pão estava em promoção:

Quem comer a francesinha até ao fim dificilmente ficará com fome ou ficará com amargos de boca. A lição aprendida foi a seguinte : tamanho não importa.

É tudo muito bonito. A francesinha é geométrica mas no fundo saímos de lá redondos de tanto comer mas sem aquela sensação de termos ficado convencidos. Apesar de não haver nenhum ingrediente que se possa considerar de pouca qualidade, o conjunto não deslumbra. Fazendo o paralelo com o universo futebolístico português, são francesinhas de meio da tabela. Um Estoril, vá.

Um sítio para levar alguém que não goste assim tanto de francesinhas mas aprecie uma boa sala e longe da confusão de outros locais na baixa.

Um moranguinho do nordeste para vocês que leram isto tudo até aqui:

Façam o favor de nos acompanharem até os números, sff:

Yuko Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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