O Afonso – Porto

Este artigo foi escrito ao som do álbum II, dos The Kings of Frog Island

Vivam, caros leitores! Esperamos que o período das eleições vos tenha corrido bem. Muitos municípios mudaram de ideologia política mas felizmente aqui na nossa democracia, a vontade de comer francesinhas e documentá-lo continua a mesma.

Fomos até um local clássico da cidade Invicta, situado na Rua da Torrinha, que ganhou um novo fôlego aquando da visita do estrangeiro Anthony Bourdain. Já antes era muito prezado entre as gentes que fazem parte do conselho de administração desta associação sem fins lucrativos chamada Francesismo.

Vir ao Afonso é um pretexto para alimentar não só a barriguinha mas também a cabecinha, graças às capacidades de coleccionismo do proprietário. Miguel Afonso é um homem com visão ao produzir um conceito tão interessante.

Aqui funciona um mini-museu do falecido piloto de carrinhos velozes, Ayrton Senna. Grande cena. Reza a lenda que o piloto gostava muito de passear nas margens do rio Sena.

Não vos parece coinciência que Alonso tenha um nome tão parecido com Afonso? São estas as questões que procuram resposta.

Afonso é simpático e até dá dicas de como confecionar esta iguaria. É tudo tradicional, desde o cortar do pão ao grelhar das carnes.

Tanta idiotice junta dá fome por isso vamos finalmente abordar o assunto principal, a comida.

Para aperitivo temos amendoins e tremoços. E para bebitivo temos príncipes. Aqui a  cerveja tem dias em que é excelente e outros em que é simplesmente normal – até traz um off-flavour a lembrar tremoço.

O príncipe vale 1,95€. E a bôla, incrível de boa, pode ser sua pela quantia de 3€. Só em entradas já se fica bem forradinho. Anotam-se os pedidos e conversa-se com estardalhaço.

Como já vem sendo tradição, se calhar para ir enganando a fome, chegam à mesa as batatas fritas antes das francesinhas.

Las titas caseiras que podiam estar mais crocantes :

Estamos convencidos de que não são batatas que desiludem. É nosso dever informar que também já comemos batatas fritas de nomeada superior. Não desfazendo, são batatas fritas boas que com certeza impressionariam adolescentes esfomeados em fase de crescimento.

Mas isto não é o batatismo, é o francesismo. E passemos a abordar as francesinhas d’O Afonso. (Fica sempre bonito abreviar os determinantes).

 

Oba, lá vem ela. Banhada em molho bem picante que indiscutivelmente tem tabasco. As primeiras provas não deixam espaço para desilusão.

A esta hora se calhar já há leitores a fazerem contas à vida: a francesinha, com ovo e batata tem o preço marcado de 10,50€.

É uma questão de fazerem as contas ao resto para obter o custo de uma refeição completa. BAM! Exercício de matemática a meio de uma crónica!

Bom queijo. Tem mortadela com pimenta. E excelentes talheres. O pão torrado oferece à francesinha uma estabilidade que aliada à qualidade da faca permite que se cortem pedaços sem sofrimento. É uma experiência prazenteira desde o serrar da faca até ao bater do dente.

Toda aberta, assim toda escachada. É fácil perceber porque é que esta casa continua aberta há tantos anos e conquista tantos fiéis seguidores.

Vejam por vocês mesmos a dissecação:

Os cafés custam 1 euro a unidade, todos em chávenas separadas.

Vamos a números:

Salta para o 5º lugar da tabela classificativa.

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