Taberna Belga – Braga

Olá a todos! Esperamos que tenham entrado no novo ano da melhor forma e se possível já com a contagem de francesinhas acima de zero. Tivemos saudades vossas.

 

Pode parecer estranho comer francesinhas numa Taberna Belga mas há uma espécie de culto em volta deste estabelecimento e do seu petisco mais famoso. Muitos (quase todos bracarenses) afirmam ser a melhor de Portugal. Outros dizem que é aqui que se encontra o melhor molho do mundo de tão especial que é, e que é confecionado às escondidas nuns anexos virados para Meca.

 

Foi num bonito dia feriado que as tropas do francesismo se deslocaram até Braga para documentar esta casa tão famosa e que não era nova para nenhum dos elementos. Uma casa já com muita fama e história que move multidões até à terra dos 3P (e nenhum deles é de phrancesinha).

 

A taberna que afinal são duas e que muito confunde os mais incautos (a de baixo é qual? a da rotunda?) reúne multidões de gulosos. O nosso almoço acabou por volta das três da tarde e havia ainda imensa gente à espera de vez para se sentar.

 

O povo de Braga pode ser muito ferrenho e defensor das suas qualidades e isto pode tornar-se motivo de chacota ao tentarem defender que a melhor francesinha não é no Porto mas sim em Braga. Por esse motivo o painel avaliador deste almoço foi composto por 4 pessoas nascidas no distrito de Braga.

 

A Taberna Belga é um ótimo sítio para apreciadores de cerveja (as melhores pessoas). Desafiamos os leitores a indicar um espaço em Braga com melhor seleção de cerveja. É um sonho ébrio.

Para o standard da restauração em Portugal, a carta de cervejas é impressionante. Predominam as belgas mas também é possível encontrar outros exemplares alemães, americanos e britânicos.

 

Como era dia feriado (e as calorias não contam) pedimos francesinhas para todos. Como é hábito as batatas chegaram em primeiro lugar. E que ricas batatas caseiras, fritas por quem sabe o que está a fazer.

Atendendo ao grande número de pessoas que estavam ali para comer antes de nós chegarmos, o serviço até foi ágil e a espera não foi penosa (até permitiu uma improvisada prova de cerveja). Quase nem demos pela chegada das francesinhas.

O molho é diferente (até no cheiro) e para alguns chega a ser enjoativo. Alguns artistas identificam natas, mostarda, vinagre e manteiga.

O facto é que é adocicado, o que pode ser escandaloso à primeira vez que se prova. No entanto (e como diria Fernando Pessoa) estranha-se mas depois entranha-se.

As garfadas violentas dão azo a opiniões contraditórias: uns acham que o molho está bom, outros preferem mais picante e fazem questão de resolver essa situação junto de um garçom.

O molho é realmente diferente mas agradou à maioria. Fomos sempre abastecidos de mais molho quando o solicitámos.

A qualidade do bife também não é consensual: há quem tenha tido azar e visse a sua francesinha recheada com um exemplar muito nervoso.

Confiram os exemplares distintos, com qualidades de bife muito díspares.

E mais outro exemplar. É o que dá sermos muitos (e bons).

Permitam que se fale dos enchidos: não estamos claramente perante exemplares da Salsicharia Leandro.

Vamos a números:

Ninguém saiu dali arrependido da viagem e da espera. Sabe sempre bem mudar de aires e espairecer, e estar recetivo a novas realidades. Salta para o terceiro lugar do nosso ranking.

Em jeito de resumo: vale a pena voltar, nem que seja pela cerveja.