Cervejaria Europa – Gondomar

Olá francesófilos! Tivemos saudades vossas! E por isso mesmo temos para vós uma divertida curiosidade: sabiam que nunca houve um vencedor da Eurovisão a vestir roxo? Vale a pena pensar nisto. E em francesinhas também. Muita coisa se diz acerca das francesinhas. Diz-se que as melhores são feitas na cidade no Porto, diz-se que sem ovo é que é, e diz-se que as francesinhas de hoje já são quase todas demasiado modernas.

O local escolhido para este episódio foi a Cervejaria Europa – várias vezes recomendado pelos nossos estimados leitores e seguidores. Não tem Facebook oficial (nada contra nem a favor) e depois de consultar o tripadvisor constatámos que era o restaurante nº 1 em Gondomar. Not too shabby, right?  

Aqui vamos nós. Para começar, este é um daqueles sítios em que a palavra cervejaria é respeitada. A cerveja de pressão é Erdinger, a sala está forrada a garrafas (maioritariamente de cerveja belga) e há placares de cerveja artesanal portuguesa em cima do balcão. A lista de cervejas era compreensiva, mas excessivamente cara. Já no Porto seriam preços abusados, em Gondomar nem se fala.

Tínhamos sede e pedimos finos. É aquele tipo de coisas que já pedimos com naturalidade, sem pensar muito no assunto. Qual não é o nosso espanto quando nos perguntam : “pequeno ou grande?”. Estranho. Os mais garganeiros pedem dos grandes. E depois aparecem botijas de meio litro de Erdinger na mesa (€4,80). O fino pequeno, de 33cl, vale €3,50. Embora sejamos defensores das coisas boas da vida, também defendemos o direito à escolha. Foi para isto que se fez o 25 de abril.

Críticas gastronómicas à parte, achamos que é mais danoso do que benéfico o “fino” (que se quer assim mais em conta) ser Erdinger. Quem quiser uma cerveja melhor, tudo ok.

Os pratinhos de azeitonas que prontamente trouxeram para a mesa custam €1,90. Aceitámos a sugestão de quem nos atendia e pedimos rissois de leitão, a custar €1,40 a unidade. Não há fotografia e também não há grandes recordações desse acepipe. Se estivessem muito bons ou muito maus, certamente haveria algo mais a dizer.

Pedimos 9 francesinhas, umas “normais” e outras com bife do lombo – o menu da comida encontrava-se impresso nos individuais e, convenientemente, sem preço. Red flag.

Para o número de francesinhas que pedimos (nove) até chegaram depressa, sem haver umas frias e outras a ferver.

O molho era denso e diabólico. Demasiado picante para alguns e à falta de melhor adjetivo, genérico. Sem nada que o destaque dos demais.

O sal nas batatas é colocado ao seu gosto, na mesa, através do saleiro (quem se lembra de Carlos Saleiro, o primeiro bebé-proveta português?)

A modos que se podem fazer duas críticas diferentes desta refeição pois as francesinhas ditas normais distavam muito em qualidade das que vinham munidas de bife do lombo. Ambas continham enchidos picantes, mas ao passo que as de bife do lombo traziam um tenro e generoso pedaço de carne, as outras apresentavam nacos bastante modestos em tamanho e espessura.

Outra prática que nos parece um pouco reprovável é a de ter a francesinha com bife do lombo (€14) a custar mais 5 euros que a normal (€9,10), e não haver essa informação em nenhum sítio de fácil consulta.

A isto soma-se o preço de cada travessa de batatas : €2,70. Boas e caseiras.

O atendimento foi rápido e simpático, o que aliado à bonita decoração do espaço resulta numa refeição agradável e confortável.

Vamos a números:

Não fica nada barato, se nos permitem o desabafo.

Obrigado e voltem sempre.