Bufete Fase – Porto

Não, este não é um post sobre o regresso às aulas mas somos da opinião de que faltam mais francesinhas no menu das cantinas das escolas.

Como estão? Bonzinhos? Tiveram saudades nossas? Aproveitaram bem a silly season? Já estavam cansados desta fase do ano? Já estão fartos de perguntas?

Não foi ao calhas que preparámos esta introdução pejada de perguntas. Já todos passaram pela fase dos porquês — mas se calhar nem todos os nossos leitores passaram pelo Bufete Fase. A pensar nessa fatia da população resolvemos ir lá jantar e tomar notas.

Sobre o Bufete Fase podemos desde já adiantar que foi onde se comeu uma das primeiras francesinhas de muitos dos jurados deste prestigiado painel de avaliadores semi-profissionais de francesinhas — o que acarreta alguma carga emocional. Com isso em mente, tentamos ser o mais imparciais possível porque levamos este amadorismo blogueiro muito a sério.

Para quem não conhece, fica na rua de Santa Catarina. Sim, essa mesma que se prolonga até ao Marquês, pasmem-se aqueles que achavam que começava na paragem de metro do Bolhão e se prolongava apenas até à Igreja de Santo Ildefonso.

Longe daquilo que se pode considerar o epicentro do turismo Portuense é desde há muito tempo um sítio onde não é anormal encontrar filas para provar a galardoada francesinha. Se isso se devia à sua curta dimensão, agora que mais do que duplicou o seu espaço, terá ficado alguma coisa pelo caminho? Foi a partir desse pressuposto que juntamos onze marmelos para fazer o gosto ao garfo. Era véspera de feriado e o espaço não sobejava mas com boa vontade lá conseguimos arranjar lugar.

Foi com muita boa disposição que nos receberam nesta casa e foi com muita larica que nos sentamos à mesa.  Convém realçar que neste estabelecimento a cerveja oficial (e única) é a Sagres, que foi o que se bebeu.

Dada a considerável dimensão do grupo de comensais, a espera não se pode considerar excessiva.

As primeiras observações, feitas pelos sortudos que foram servidos em primeiro lugar, diziam que o molho se adivinhava pouco para a quantidade de pão e batatas que iriam absorvê-lo. Os sensores térmicos também não auguravam boas notícias: as francesinhas já chegaram mornas à mesa. Quando toda a gente estava servida, chegava a hora do mítico teste : mergulhar uma batata no molho, de forma a avaliar a temperatura do mesmo e a qualidade das batatas.

Ao contrário do resultado do prémio Puskas deste ano, que gerou muita controvérsia, a opinião acerca destas batatas foi unânime. Não são o ponto forte deste estabelecimento!

E o que é então o ponto forte no Bufete Fase? Já lá vamos. Até damos uma pista: o ovo estrelado não é uma vez que não faz parte da francesinha que aqui se comercializa (para gáudio de poucos).

Será o molho? Picante, com sabor a carne, tomate e cenoura?

Ou será o recheio?

Francesinha Bufete Fase

A destacar os enchidos de elevada qualidade, desde a linguiça que figura na carapaça da francesinha, até à salsicha que convive com o bife. Quem também convive com o bife é o pão. É possível distinguir os sucos da carne que conviveram com as fatias torradas.

 

O processo de confeição da francesinha é 100% artesanal e pode ser acompanhado de perto por quem espera no balcão. Todo o clima é de calma e cumplicidade. Há os velhos conhecidos, os turistas que viram a recomendação nalgum blog ou aqueles que almejam provar todas as francesinhas da cidade,

Estas francesinhas estão em exposição de Segunda a Sexta à hora de almoço e jantar e abertas a todas as idades, ao contrário das fotografias da exposição de Robert Mapplethorpe no museu de Serralves.

Vamos então à matemática.

Ao olhar para os números, a expressão nunca voltes onde foste feliz tem o seu quê de verdade…

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